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Criptomoedas

Bitcoin sobe 1% enquanto cripto aguarda sinais do Fed

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Foto: Marcus Dall Col / Pexels

Bitcoin encerrou a sessão americana em US$ 63.788, marcando ganho de 1% após pressão anterior. O movimento reflete apetite moderado em ativos de risco em um momento em que o mercado desconta a postura do Federal Reserve nas próximas semanas. O VIX em 18,7 pontos mostra que o medo global permanece contido — faixa que historicamente favorece entrada gradual em criptomoedas.

O patamar atual concentra atenção em dois focos. Primeiro, a possível volatilidade em torno de comunicações de autoridades americanas sobre a trajetória de juros. Segundo, a correlação entre criptomoedas e ações de tecnologia, particularmente empresas focadas em inteligência artificial. Quando o apetite por risco global recua, criptomoedas costumam sofrer antes — e seguem os fundos que fugiram de large caps tecnológicas.

O que os números revelam

O ganho de 1% do Bitcoin encerra duas sessões com pressão. Antes dessa recuperação, a moeda havia recuado de patamares próximos a US$ 67 mil para a faixa de US$ 63 mil, refletindo dados econômicos americanos mais resilientes e expectativas de manutenção de juros elevados por mais tempo que o esperado. A volta acima de US$ 63 mil sugere que compradores estão reentrando após esse pullback — movimento típico quando o ativo testa suporte importante.

A correlação entre Bitcoin e ações de tech não é acidental. Fundos que alocam em ambas as classes frequentemente rebalanceiam simultâneamente. Quando ganhos acumulados em ações tecnológicas (setor que puxou o S&P 500 nos últimos trimestres) criam excesso de risco, gestores reduzem posição em cripto antes das ações. O inverso também vale: recuperação em tech sinalizando otimismo costuma preceder entrada em Bitcoin.

O que muda nas carteiras

Para quem opera renda variável em cripto, o suporte de US$ 63 mil mostrou-se relevante. Se mantido nas próximas sessões, abre caminho para teste de US$ 66 mil — onde encontra resistência técnica marcante. Rompimento desse nível depende de dois fatores: primeiro, confirmação de que o Fed não acelerará aperto monetário; segundo, sinais de estabilidade em bancos centrais globais.

O câmbio USD/BRL em 5,1177 não traz pressão direta sobre Bitcoin — que é precificado em dólar. Mas afeta o custo de capital para investidores brasileiros que operam cripto com alavancagem em dólar. A SELIC em 14,25% mantém atrativa a renda fixa local, criando trade-off com risco em criptomoedas.

O radar para as próximas horas

Monitore três variáveis nos próximos dias: primeiro, dados de inflação americana que cheguem — qualquer surpresa para cima alimenta rumores de hold de juros, pressionando cripto; segundo, declarações de membros do Fed sobre a trajetória de taxas; terceiro, movimento em ações de inteligência artificial, que funcionam como termômetro de apetite por risco geral.

A Ásia acorda em breve (Hong Kong já está entrando em pregão). Histórico mostra que fluxo asiático em criptomoedas costuma amplificar movimento que começou no fechamento americano. Se Bitcoin manter suporte, esperaríamos nova perna de alta; se romper para baixo, busca de US$ 61 mil fica no radar.

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