Você sabia que o empréstimo consignado pode custar até 50% menos que o empréstimo pessoal? Parece mágica, mas não é. A diferença está em como cada um funciona e no risco que o banco corre.
Se você está pensando em pedir dinheiro emprestado para pagar aquela conta atrasada, reformar a cozinha ou quitar o cartão de crédito, precisa entender essas duas opções antes de assinar qualquer papel. A escolha errada pode custar centenas de reais.
Como funciona cada um
O empréstimo pessoal é aquele que você pede no banco ou em financeiras. O banco não sabe exatamente para que você quer o dinheiro — pode ser para qualquer coisa. Por isso, ele cobra uma taxa de juros bem mais alta. Hoje, em 2024, essas taxas giram entre 25% a 40% ao ano, dependendo do banco e do seu histórico de crédito.
Já o empréstimo consignado é bem diferente. O dinheiro é descontado direto do seu salário ou aposentadoria, todo mês. É como se o banco tivesse uma garantia: se você não pagar, ele desconta de você automaticamente. Por isso, as taxas são muito menores — entre 8% a 15% ao ano. Essa segurança faz toda a diferença no bolso.
Pense assim: é como emprestar dinheiro para um amigo. Se ele tem emprego fixo e você sabe que pode descontar direto do salário dele, você empresta com tranquilidade e cobra juros menores. Se ele é desempregado, você cobra muito mais caro pelo risco.
Na prática: simulação com números reais
Vamos supor que você precisa de R$ 5.000 para pagar dívidas. Você tem 36 meses para pagar.
| Tipo | Taxa ao ano | Parcela mensal | Total pago | Juros |
|---|---|---|---|---|
| Empréstimo pessoal | 35% | R$ 220 | R$ 7.920 | R$ 2.920 |
| Empréstimo consignado | 12% | R$ 160 | R$ 5.760 | R$ 760 |
| Diferença | — | R$ 60 | R$ 2.160 | — |
Viu só? Você economiza R$ 2.160 escolhendo o consignado. É como se você ganhasse um bônus de dois meses de salário só por escolher certo.
Mas tem um porém: o consignado só serve se você é funcionário público, aposentado pelo INSS ou trabalha em empresa que oferece esse tipo de crédito. Se você é autônomo ou desempregado, só sobra o empréstimo pessoal mesmo.
Outro ponto importante: o consignado desconta automaticamente do seu salário. Isso significa que você tem menos dinheiro na mão todo mês. Se você já está apertado, isso pode apertar ainda mais.
O que fazer agora
Passo 1: Verifique se você tem direito ao consignado. Ligou para seu banco ou entrou no site? Pronto, já sabe.
Passo 2: Se tiver direito, peça uma simulação de consignado. Compare com pelo menos dois bancos diferentes — as taxas variam.
Passo 3: Se não tiver direito, antes de pedir empréstimo pessoal, tente outras saídas. Pode vender algo que não usa? Pedir um aumento? Fazer uma renda extra? Muitas vezes, o empréstimo é a última opção.
Passo 4: Se mesmo assim precisar do empréstimo pessoal, negocie. Ligue para três bancos, peça a melhor taxa e escolha. Às vezes, um banco oferece 32% e outro 38% — essa diferença é grana de verdade.
Lembre-se: empréstimo é dinheiro que você vai pagar com juros. Quanto menos você pegar e quanto menor a taxa, melhor para seu bolso.
