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Educação Financeira

Empréstimo pessoal ou consignado? Veja qual custa menos

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A person wearing denim and a checked shirt holds folded dollar bills in their hand indoors.
Foto: Lukas Blazek / Pexels

Você sabia que 1 em cada 3 brasileiros recorre a algum tipo de empréstimo para cobrir despesas do mês? E mais: a maioria não sabe que está pagando muito mais caro do que precisaria. A diferença entre um empréstimo pessoal e um consignado pode custar centenas de reais no seu bolso.

Quando aquele imprevisto chega — a geladeira quebra, o carro pifa, a escola da criança aumenta a mensalidade — muita gente corre para o banco ou financeira mais próxima. Mas nem sempre a primeira opção é a melhor. Existem caminhos diferentes, com custos bem diferentes, e você precisa conhecê-los.

Como funciona cada um

O empréstimo pessoal é aquele que você pega no banco ou em uma financeira. O dinheiro cai na sua conta, você assina um contrato e começa a pagar parcelas mensais. É como pedir dinheiro emprestado para um amigo, mas em vez de devolver para ele, você devolve para a instituição financeira — com juros, claro.

O empréstimo consignado funciona diferente. O desconto sai direto do seu salário ou do seu benefício do INSS, antes de você receber o dinheiro. É como se o banco já fosse buscar o dinheiro na fonte. Por isso, o banco corre menos risco — ele sabe que vai receber.

A grande diferença está na taxa de juros. Com a Selic em 10,5% ao ano (dados de 2024), o empréstimo pessoal custa entre 25% a 40% ao ano. Já o consignado fica entre 8% a 12% ao ano. Parece pouco? Não é.

Na prática: simulação com números reais

Imagina que você precisa de R$ 5.000 para consertar o carro. Você tem duas opções:

Cenário 1: Empréstimo pessoal

  • Valor: R$ 5.000
  • Taxa: 30% ao ano
  • Prazo: 24 meses
  • Parcela: R$ 266/mês
  • Total pago: R$ 6.384
  • Juros pagos: R$ 1.384

Cenário 2: Empréstimo consignado

  • Valor: R$ 5.000
  • Taxa: 10% ao ano
  • Prazo: 24 meses
  • Parcela: R$ 226/mês
  • Total pago: R$ 5.424
  • Juros pagos: R$ 424

Vê a diferença? No consignado, você economiza R$ 960 em juros. É quase 2 meses de parcelas que você deixa de pagar.

Mas tem um porém: o consignado só funciona se você é servidor público, aposentado do INSS ou trabalha em empresa que autoriza esse tipo de desconto. Se você é autônomo ou trabalha por conta própria, essa porta está fechada para você.

O que fazer agora

Antes de assinar qualquer coisa, faça isso:

1. Verifique se você pode pegar consignado. Trabalha em empresa grande? É servidor público? Recebe aposentadoria? Se sim, procure o banco e peça uma simulação.

2. Compare as taxas. Não saia do banco sem saber exatamente quanto vai pagar de juros. Peça sempre a taxa anual e o valor total das parcelas.

3. Considere outras opções. Antes de pegar emprestado, pergunte-se: consigo pedir esse dinheiro para um familiar? Tenho algo para vender? Consigo adiar essa despesa por alguns meses?

4. Se for pegar, escolha o prazo certo. Quanto mais curto o prazo, menos juros você paga. Uma parcela maior agora é melhor que muitas pequenas depois.

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