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Criptomoedas

FET e AGIX caem 2,2% na madrugada: altcoins sofrem com Bitcoin em queda

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a cell phone displaying a stock chart on the screen
Foto: Sajad Nori / Pexels

Os tokens FET e AGIX acompanham a queda do Bitcoin na madrugada asiática, com recuos moderados enquanto o ativo-referência cai 2,2% para US$ 75.523. O movimento ocorre em um cenário de risco global contido — o VIX em 17,8 sugere que o mercado de renda variável tradicional não está em pânico — mas a pressão sobre as altcoins revela uma dinâmica diferente: quando Bitcoin recua, os ativos de menor liquidez sofrem desproporcionalmente.

O contexto brasileiro amplifica essa dinâmica. Com o dólar em 4,9985 e a Selic em 14,50% a.a., o carry trade em reais continua atrativo, mas o fluxo para criptomoedas enfrenta resistência. A queda do petróleo WTI para US$ 99,89 — próximo aos US$ 100 — sinaliza pressão deflacionária global que pode desestimular alocações em ativos de risco.

O que os dados revelam

A queda de 2,2% em FET e AGIX não é catastrófica, mas é sintomática. Quando Bitcoin cai em sessões asiáticas, as altcoins de menor volume (como esses dois tokens) sofrem liquidações em cascata. A razão é simples: traders usam altcoins como alavancagem para posições em Bitcoin. Quando o preço cai, as margens são acionadas.

O Ibovespa em 184.750 pontos permanece resiliente, o que indica que o mercado de ações brasileiro não está acompanhando a queda cripto. Isso sugere que a pressão é específica do segmento de ativos digitais, não uma reversão de risco sistêmico. O VIX moderado confirma: Wall Street ainda não está assustada.

Mas há uma contradição importante. A Selic em 14,50% deveria atrair capital para ativos de renda fixa brasileira. No entanto, a volatilidade cripto persiste, indicando que há alocadores dispostos a aceitar risco para ganhos potenciais maiores. A queda atual pode ser apenas uma correção técnica dentro de uma tendência de acumulação.

Impacto por classe de ativo

Criptomoedas: FET e AGIX sofrem mais que Bitcoin porque dependem de fluxo especulativo. Quando o ativo-base recua, esses tokens perdem suporte de demanda. A liquidez é menor, amplificando movimentos.

Renda variável: O Ibovespa ignora a queda cripto, sugerindo que investidores brasileiros não estão expostos proporcionalmente a esses tokens. Setores como tecnologia e financeiro não sofrem impacto direto.

Câmbio: O dólar próximo a 5,00 reais mantém pressão sobre importações de tecnologia, mas não há correlação imediata com a queda de altcoins. O real está mais exposto ao petróleo e à Selic do que ao Bitcoin.

O que monitorar

Acompanhe o Bitcoin nos próximos US$ 74 mil — esse é o suporte técnico crítico. Se romper, FET e AGIX podem sofrer quedas adicionais de 5-8%. Também observe o VIX: se subir acima de 20, sinalizará aversão ao risco global e pressionará todas as altcoins simultaneamente.

A próxima reunião do Copom (em fevereiro) é gatilho importante. Se a Selic cair, o carry trade em reais enfraquece e capital pode fluir para criptomoedas. Até lá, espere volatilidade asiática — o mercado cripto nunca dorme.

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